sábado, 29 de junho de 2013

Talvez um adeus




No meio de tudo, o que me deixa mais triste, é que já estava a ver que isto ia acontecer, que eu me ia magoar. Fico triste comigo mesma, por não ter tido forças de me afastar na altura certa, por não me ter apercebido do quanto ignorada e desprezada estava a ser, do quanto o que eu sentia era diferente do que tu sentias.
A verdade é que chega a um ponto em que não consigo tolerar mais, não consigo ser aquele tipo de rapariga que se deixa sofrer durante tempo indeterminado, que se ilude, muito pelo contrário. Tenho tendência a desiludir-me, de ver tudo a cair, tudo a correr mal e afasto-me o mais depressa possível. 
Acredita que não sou rapariga de desistir quando gosto/quero alguma coisa, mas uma coisa é lutar quando vemos que vale a pena, outra é lutar quando nós queremos mas a outra parte apenas se deixa ir. 

Desculpa, mas não quero ninguém que ''se deixe ir'', quero alguém que queira ficar, que se preocupe genuinamente comigo, que me dê atenção e, pelo que tenho visto, estás longe de ser essa pessoa.

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